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Flavio Zen, Médico Veterinário
Flavio Zen
Comentário · há 10 dias
Eduardo Sefer, Advogado
Eduardo Sefer
Comentário · ano passado
As coisas não são nem remotamente simples assim.

A um, as urnas não têm conexão com a internet durante a votação. Mas a experiência já provou ser isso completamente desnecessário. Bastante adulterar uma configuração. As urnas não têm um sistema de backup dos votos. Não são auditáveis ou verificáveis. O programa que lê os registros é extremamente vulnerável - e altamente passível de fraude, o que já se verificou em outros países que adotaram o nosso modelo, o DRE. A própria lei que se dispõe a resolver esse problema - a impressão de votos - foi atropelada por ninguém menos que 8 ministros do STF, num atentado sem precedentes à democracia.

Os sucessivos testes de segurança revelam problemas TODOS OS ANOS. E ao invés de resolver os problemas, o TSE em regra substitui quem os realiza. As vulnerabilidades se repetem.

Digamos, hipoteticamente, que uma simples chave de código que altere os valores de registro seja inserida no programa durante a configuração (ex.: o eleitor registra "39" e a urna lê "42"). É quase impossível aferir a existência da fraude, mesmo que ela esteja ali. Em 2017, no estado norte-americano da Virgínia, verificou-se a ocorrência de fraude em urnas DRE por incompatibilidade entre os votos registrados e efetuados.

É incorreto dizer que o nosso modelo é exemplar. Nenhum país do mundo emprega urnas DRE em escala nacional. E mesmo em escala local, a tendência é a substituição quase imediata, pois as fraudes se mostram extremamente plausíveis.

In fine, recomendo a leitura do Prof. Walter del Picchia: https://jornal.usp.br/artigos/as-urnas-brasileiras-são-vulneraveis/
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